O resgate do feito à mão: a valorização das peças que contam histórias
O mercado está em constante evolução e acompanha a sociedade. A atividade artesanal foi por milênios o único modo que se tinha de fazer objetos. Ela se caracteriza por usar basicamente as mãos na criação e o emprego de máquinas e equipamentos quando ocorre é subsidiário à vontade do artesão. Com a chegada na Revolução Industrial no século XVIII, a produção em larga escala de produtos padronizados substituiu o fazer a mão, ocorrendo o declínio das oficinas artesanais. O mercado passou a ser suprido por uma gama de produtos de menor valor comercial.
É possível perceber nos dias de hoje um movimento em contramão a industrialização: o retorno dos trabalhos feitos à mão. As peças feitas artesanalmente possuem uma riqueza de detalhes que não é possível atingir com o uso das máquinas. Além disso, é uma expressão das raízes culturais do local onde foram confeccionadas. Na fabricação manual existem sentimentos e histórias agregados ao resultado final, o que não se pode observar em uma peça feita industrialmente. Desta forma, o artesanato não pode ser visto como uma mera mercadoria: ele traz embutido em si valores, crenças, tradição e a cultura de uma sociedade.
Os processos artesanais dão a oportunidade para exercer a criatividade. Ele é fluido e mutável . Além disso, garante a exclusividade, personalização e autenticidade, algo que as gerações atuais têm buscado, especialmente em um mundo tão cheio de informações. O resultado são peças que apresentam características individuais que as tornam tão especiais.
As bolsas da Amélia são desenvolvidas uma a uma por artesãos. Nós estamos sempre em busca de novas técnicas e materiais, também buscamos trabalhar com os mais habilidosos artesãos.

Marfim

Marfim semi acabada
Na primeira foto, nosso artesão trabalhando nas bolsas de madrepérola. Já na segunda foto as bolsas de madrepérola em processo de produção.
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